O local onde o casamento acontece é sempre um aspecto muito importante no grande dia para os noivos: seja na igreja, praia ou campo, os noivos sempre buscam deixar o casamento com a personalidade do casal. Quando pensamos em um casal religioso, logo achamos que eles devem se casar em uma igreja, certo? Bem, não foi exatamente assim com Gilson Moraes Junior, 21 e Achsa Pereira, 27. Mesmo não realizando o casamento em uma igreja, eles não deixaram a religiosidade de lado: optaram por casarem-se em Jerusalém, capital de Israel, também conhecida como Terra Santa.

Gilson e Achsa se casaram no The Jerusalem Center for Biblical Studies and Research, no dia 21 de junho de 2016. A comemoração reuniu convidados de oito nacionalidades diferentes – ao todo, 64 convidados. Uma cerimônia íntima e especial para o casal. Entretanto, até chegar o grande dia e se tornar um dia inesquecível, muitos desencontros aconteceram na história de amor dos dois.

A conquista

Gilson e Achsa se conheceram em um encontro da igreja que os dois frequentavam e começaram a conversar naquele dia. Para Gilson foi amor à primeira vista, já para Achsa no início era só amizade. Depois da primeira conversa, ele sempre esperava o momento em que a veria novamente em outros encontros da igreja. Enquanto isso, buscava saber mais da vida dela através de amigos em comum. Foi quando um amigo tentou alertá-lo sobre a dificuldade de conquistar a moça: “Ele disse ‘Cara, essa guria é impossível, não é pro teu “bico”. Ela é filha do pastorzão lá da igreja, tem vinte e sete anos, já é formada, já morou fora do país, fala umas quatro línguas diferentes, e vários caras legais já tentaram se aproximar dela e ela corta. Ela é impossível!’”, contou Gilson.

Mas ele não desistiu, pelo contrário, a dificuldade o incentivou ainda mais a conquistar Achsa. Ele acabou se aproximando das amigas dela e, consequentemente, dela também. Com a ajuda das amigas, ele decidiu que ia presenteá-la com algo especial e pedi-la em namoro. Apesar do nervosismo, Gilson conseguiu dar a ela um violoncelo (instrumento que ela toca) feito por ele mesmo. Apesar de declarar todo o seu amor por ela, ele recebeu um não ao pedido.

Vinte dias após o pedido, ela viajou até Caxias do Sul onde faria a exposição de um novo trabalho. Sem saber ao certo onde a amada estava, decidiu ir atrás dela da mesma forma. “Pedi o carro de um amigo emprestado, e me fui louco à Caxias. Não sabia chegar lá, nem onde era o shopping ou o hotel que ela estava”, disse Gilson. Após percorrer todos os shoppings da cidade, ele descobriu que Achsa não estava fazendo exposição naquele dia. “Pensei em voltar e desistir, quando me veio a ideia de achar uma lista telefônica da cidade”. Depois de ligar para todos os hotéis possíveis e procurar por ela, finalmente ele descobriu onde ela estava hospedada. Depois disso, eles começaram a sair, fazer passeios e Gilson começou a demonstrar o quanto estava interessado em conquistá-la.

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Distância que une

Os dois acabaram ficando amigos, e a amizade tornou-se amor com o tempo. Gilson já estava se preparando para pedir Achsa em namoro novamente quando ficou sabendo de um plano dela: ela havia ganhado uma bolsa de estudos nos Estados Unidos. “Eu fiquei super feliz por ela e muito triste ao mesmo tempo por mim, mas já tinha decidido que eu queria ela como minha esposa, comentei que estava disposto a esperar o retorno dela, ela sentiu confiança da minha parte, e a cada dia íamos nos tornando mais íntimos um do outro”, relembrou.

Antes de Achsa partir para os Estados Unidos, Gilson foi até a casa dos pais dela e pediu ela em namoro para eles, sem ela saber de nada. O pedido oficial aconteceu durante uma escalada ao morro Itacolomi em Taquara. Achsa finalmente disse sim ao pedido de Gilson, e a partir daí a história deles começaria a se fortalecer, mesmo com a distância.

Dois meses após o “sim” ao pedido de namoro, a jovem partiu para o intercâmbio nos Estados Unidos. “Nesse período foi muito ruim o sentimento de saudade, mas hoje conseguimos olhar para trás e ter certeza de que construímos nosso relacionamento sobre uma rocha firme, e que não é qualquer besteira cotidiana que nos afeta”.

Enquanto ela estudava fora do país, Gilson também viajou para fora em uma viagem missionária. Além do objetivo missionário, Gilson também queria expandir os seus conhecimentos sobre culturas de países diferentes, já que a namorada possuía essa experiência. Ele foi para a França, e também conheceu Portugal e Grécia. Quando Achsa viajou para passar as férias com ele, Gilson já estava planejando o pedido de noivado.

“Quando realizamos a compra da passagem, pensei que não poderia perder a oportunidade de pedir ela em casamento na capital do amor, a bela Paris. Saía todos os dias na parte tarde a procura de um anel de noivado, mas não estava conseguindo achar um preço acessível. Entrei em contato com minha concunhada que estava no Brasil, e ela me ajudou na missão anel de noivado. Encontramos o anel perfeito e pedimos para minha irmã enviar o mais rápido possível para França”.

Achsa estava hospedada na casa de uma amiga, e Gilson, ao receber a informação de que o anel já estava na França, deu um jeito de fazer a surpresa sem que a namorada desconfiasse de nada. “Falei pra ela que queria dormir até mais tarde no outro dia, e disse que era pra ela fazer o mesmo. Então, me levantei bem cedo e fui de bicicleta até o local”. Gilson encarou o frio e a distância, tudo para conseguir surpreender a amada. Ele guardou o anel em segredo por alguns dias e fez o pedido a ela na Torre Eiffel. Ela aceitou o pedido, e eles seguiram rumos diferentes a partir daquele dia: ela foi para a Suíça, visitar alguns amigos, e ele foi para Israel, já que o visto para permanecer na Europa já havia expirado.

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O grande dia

Quando viajou para Israel, Gilson ficou hospedado no Instituto The Jerusalem Center for Biblical Studies and Research, onde amigos do sogro pregavam a religiosidade. Lá, Gilson viu a possibilidade de celebrar o casamento em Jerusalém, Israel. “O pai dela fez todos os meios de campo através de e-mails, perguntando se haveria possibilidade de nos casarmos no lindo jardim do instituto, e se eles poderiam hospedar alguns convidados, depois de todo esse processo eles nos responderam dizendo que sim”, contou.

A organização do casamento aconteceu em apenas quatro meses. Gilson voltou ao Brasil, e com a ajuda da noiva, da família e dos amigos conseguiu organizar para que tudo saísse perfeito e com a cara deles. “Como não tínhamos muita grana, fizemos quase todas as decorações em casa”.

Enquanto ele e a noiva voltavam para Israel para acertarem os últimos detalhes do grande dia, as passagens para Israel baixaram de preço, fazendo com que mais convidados do que eles esperavam pudessem comparecer ao casamento. “Nesse meio tempo, surgiu uma promoção da AirCanada, e a passagem ficou de três mil e quinhentos reais pela metade do preço, o que gerou em quarenta e quatro convidados vindo só do Brasil, e mais uns vinte de outros países”.

Após o casamento e a lua de mel, os convidados retornaram ao Brasil e aos seus países de origem, e Gilson e Achsa continuaram no Instituto como voluntários.

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